Eng. Genetica

sábado, março 25, 2006

Arroz transgênico é mais saudável, diz estudo...


Uma pesquisa recente publicada pela Academia de Ciências da China apontou que o plantio do arroz geneticamente modificado (GM), resistente a insetos, não só contribui para a diminuição do uso de pesticidas, mas também melhora a saúde dos agricultores e incrementa benefícios comerciais.

Segundo afirmou um dos pesquisadores, Jikun Huang, à revista Science, foram registradas menos enfermidades entre os agricultores de arroz causadas pelo uso de substâncias químicas depois que se reduziu o uso de pesticida em 80%.

A China é um dos maiores exportadores de arroz e está prestes a comercializar o tipo geneticamente modificado. Os resultados preliminares da pesquisa indicam que existem potenciais vantagens nesse tipo de arroz, como melhorar a competitividade chinesa na comercialização.

De acordo com os cientistas, um dos últimos obstáculos a serem vencidos para a comercialização do novo arroz é a realização de estudos independentes que comprovem os benefícios para a saúde dos agricultores e consumidores.

sexta-feira, março 24, 2006

o que é a Biotecnologia seus produtos e beneficios...


Biotecnologia é um processo tecnológico que permite a utilização de material biológico (plantas e animais) para fins industriais.

Engenharia Genética é o termo usado para descrever algumas técnicas modernas em biologia molecular que vêm revolucionado o antigo processo da biotecnologia.

A ciência e a tecnologia são duas atividades muito ligadas a nosso cotidiano. A ciência está associada ao desejo humano de saber, compreender, explicar ou prever fenômenos naturais. A tecnologia decorre de outro desejo: o de encontrar novas e melhores maneiras de satisfazer as necessidades humanas, usando para isso conhecimentos, ferramentas, recursos naturais e energia.

A biotecnologia é o conjunto de técnicas que permite implantar processos na indústria farmacéutica, no cultivo de mudas, no tratamento de despejos sanitários pela acção de microorganismos em fossas sépticas entre outros mais diversos usos.

A biotecnologia possui o conhecimento nas áreas de microbiologia, bioquímica, genética, engenharia, química, informática. Tendo como agentes biológicos os microorganismos, células e moléculas (enzimas, anticorpos, ADN, etc.), resultando em bens, como alimentos, bebidas, produtos químicos, energia, produtos farmacêuticos, pesticidas, etc. Contribui com serviços, como a purificação da água, tratamentos de resíduos, controle de poluição, etc.

Já na Antiguidade o Homem fazia pão e bebidas fermentadas; uma das fontes de alimentos dos Aztecas eram as algas que eles cultivavam nos lagos. A partir do século XIX, com o progresso da técnica e da ciência, especialmente a Microbiologia, surgiram grandes avanços na tecnologia das fermentações.

No início do século XX desenvolveram-se as técnicas de cultura de tecidos e a partir de meados do século surgem novos horizontes com a Biologia Molecular e com a Informática que permite a automatização e o controle das plantas industriais.

A Biotecnologia já tem lançado vários produtos no mercado mundial. Em alguns casos, como os da insulina e do hormônio do crescimento, a inovação consiste em substituir os métodos de obtenção tradicionais. Em outros casos, como o dos anticorpos monoclonais, trata-se de produtos inteiramente novos.

Produtos e Benefícios:

A biotecnologia, mesmo com todos os benefícios e produtos gerados, tem provocado inúmeros debates e controvérsias, (biodiversidade, patentes, ética). Seu futuro depende dos fatores econômicos e sociais que condicionam o desenvolvimento industrial.

Alguns bens e produtos obtidos através da biotecnologia:

1-Agricultura - adubo composto, pesticidas, silagem, mudas de plantas ou de árvores, plantas transgênicas, etc.

2-Alimentação - pães, queijos, picles, cerveja, vinho, proteína unicelular, aditivos, etc.

3-Química - butanol, acetona, glicerol, ácidos, enzimas, metais, etc.

4-Meio Ambiente - recuperação de petróleo, tratamento do lixo, purificação da água

5-Saúde - antibióticos, hormônios e outros produtos farmacêuticos, vacinas, reagentes e testes para diagnóstico, etc.

O que é a Engenharia Genética...


A engenharia genética permite que cientistas usem os organismos vivos como matéria prima para mudar as formas de vida já existentes e criar novas.

As características de um organismo são determinadas pelo DNA, que se encontra no núcleo de suas células. O DNA contém a informação genética que determina como as células individuais e, consequentemente, o organismo como um todo, será construído, como funcionará e se adapta ao ambiente.

A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia e DNA em determinados lugares, inserindo segmentos de outros organismos e costurando a sequência novamente. Os cientistas podem "cortar e colar" genes de um organismo para outro, mudando a forma do organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que esta produza toxinas contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o desenvolvimento dos genes. O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afectados.

Quanto mais os genes são isolados de suas fontes naturais, maior é o controle dos cientistas sobre a vida. Eles podem criar forma de vida próprios (animais, plantas, árvores e alimentos), que jamais ocorreriam naturalmente. Na verdade, a industria está tentando dirigir o curso da evolução por si mesma.

Cientistas discutem futuro de frutas transgênicas....


Cesar Petri e Lorenzo Burgos da Biologia Aplicada da Espanha do Conselho de Pesquisa Científica de Segura (CEBAS-CSIC) discutiram os "Avanços e Perspectivas Futuras para a Transformação de Árvores Frutíferas" em trabalho que foi publicado na última edição do Information Systems for Biotechnology News Report.

Segundo os cientistas, frutas de clima temperado, como as laranjas, possuem ciclos reprodutivos longos (e longos períodos juvenis), biologia reprodutiva complexa, e elevado grau de heterozigose, tornando o melhoramento convencional difícil.

Recentemente, a transferência de genes tem sido realizada em árvores frutíferas como em maçãs e peras resistentes à ferrugem, uvas resistentes a fungos e vírus, e nozes resistentes a pragas de lepidópteras, entre outros.

Os pesquisadores acreditam que mais técnicas de transformação de árvores frutíferas surgirão no futuro como métodos usando somente marcadores genéticos e integração de genes benéficos, eliminando os genes selectivos das plantas transformadas, ou evitando a selecção de plantas com antibióticos.

Frangos transgênicos podem combater gripe aviária...


Uma equipa de cientistas do Reino Unido estuda um projecto para criar frangos geneticamente modificados para combater a gripe aviária, publicou o The Times.

Os pesquisadores querem produzir um frango imune ao vírus H5N1, que provocou o sacrifício de milhões de aves em vários países do sudeste da Ásia.

Se a técnica funcionar, ainda demorará vários anos até que se possa usá-lo para substituir os frangos normais das fazendas, já que requereria a aprovação dos organismos reguladores pertinentes.

A equipa de especialistas, dirigida por Laurence Tiley, professor de virologia molecular na Universidade de Cambridge, e Helen Sang, do Instituto Roslin de Edimburgo, acha que repovoar as fazendas com essa ave transgênica tornaria mais difícil a mutação do vírus e sua consequente transmissão para os humanos.

Os cientistas já comprovaram que as células dos frangos podem resistir à doença mediante a inserção de pequenos segmentos de material genético.

Segundo Tiley, "desenvolver um frango resistente à gripe aporta claros benefícios à saúde animal e humana".

sábado, março 11, 2006

Curiosidades da Biotecnologia...


Entre as mais importantes descobertas deste final de século, uma tem destaque especial, particularmente para milhões de pessoas em todo o mundo portadoras de Diabetes mellitus e que dependem da insulina para estabilizar o nível de glicose no sangue. A primeira aplicação comercial da biotecnologia ocorreu em 1982, quando a empresa Genentech produziu insulina humana para o tratamento da diabetes. Para fornecer insulina em quantidades necessárias, o gene que produz a insulina humana foi isolado e transferido para a bactéria Escherichia coli. As bactérias se multiplicam e crescem em tanque de fermentação, produzindo a proteína insulina que, a partir daí, é isolada e purificada. Um novo produto, resultado de recentes pesquisas biotecnológicas, é a Insulina Lispro, produzida e comercializada pelo laboratório Eli Lilly com o nome de Humalog. Dentre outros exemplos de produtos obtidos pela biotecnologia pode-se citar o interferon-alfa-2b e interferon-beta, o fator anti-hemofílico empregados no tratamento da leucemia, da esclerose múltipla e hemofilia A, respectivamente, e o hormônio de crescimento humano (somatotropina). No caso da doença de Chagas, a Fiocruz (Instituto Oswaldo Cruz) desenvolveu um kit para diagnóstico, obtido a partir da transformação genética de bactérias contendo genes de Trypanosoma Cruzi, as quais passaram a expressar antígenos desse parasita; as proteínas recombinantes são utilizadas no imunodiagnóstico da doença.

Biotecnologia Agrícola: Dez Anos de Benefícios e um Futuro Promissor...


Embora a biotecnologia já esteja presente há décadas no dia-a-dia da população, a maioria das pessoas considera o "tomate Flavr Savr" o primeiro produto derivado de uma planta geneticamente modificada a chegar ao mercado. Este tomate foi desenvolvido para amadurecer mais lentamente do que os convencionais, o que permitiu que a fruta permanecesse por muito mais tempo no pé antes de ser colhida e enviada ao mercado. Lançado em 1994, o melhor sabor e uma textura mais firme fizeram-no popular até que novas variedades o substituíram, no final dos anos 90.
A partir de 1995, outras culturas geneticamente modificadas chegaram ao mercado. O milho, a canola, o algodão, a soja e as variedades de batata que tiveram características específicas adquiridas pela tecnologia de DNA recombinante estavam sendo plantados em campos norte-americanos. No primeiro ano, somente poucos milhares de hectares foram cultivados, mas os fazendeiros que optaram por essas novas variedades da biotecnologia obtiveram rendimentos melhores, com menos ou nenhuma pulverização de inseticida e, como consequência, tiveram a erosão reduzida do solo e uma menor contaminação da água no subsolo.
Segundo dados do relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia (ISAAA), o cultivo de plantas transgênicas, em 2004, registrou um aumento de 13,3 milhões de hectares em áreas plantadas, atingindo o patamar de 81 milhões de hectares em todo o mundo. De acordo com os dados do ISAAA, esse aumento representa 20% a mais em relação a 2003.O ISAAA divulgou também que o número de agricultores que cultivaram plantas geneticamente modificadas ultrapassou a barreira dos 8 milhões, divididos pelos 17 países que actualmente permitem o cultivo de plantas transgênicas. Mundialmente, 60% da soja, 23% de milho, 11% do algodão e 6% da canola (80% da canola no Canadá) são produtos da biotecnologia. A China está a ponto de adicionar o arroz aos produtos da crescente lista da biotecnologia.


Ganhos ambientais:

As análises ambientais das culturas geneticamente modificadas também são muito mais complexas que as habituais. Os cientistas examinam como cada planta geneticamente modificada interage com outras plantas, animais e insetos e asseguram-se que elas não representam nenhuma ameaça à biodiversidade. O gama “de frutos” da biotecnologia que estão sendo desenvolvidos e a serem lançados é impressionante. A biotecnologia agrícola não é uma panacéia, não acabará com a fome ou as doenças, mas ajudará a resolver essas questões muito difíceis, geradas por uma população global crescente. A área de culturas transgênicas continua a se expandir, e muito em breve, o globo inteiro desfrutará desses benefícios.

O que são Transgênicos?


Os transgênicos resultam de experimentos da engenharia genética nos quais o material genético é movido de um organismo a outro, visando a obtenção de características específicas.
O organismo transgênico apresenta características impossíveis de serem obtidas por técnicas de cruzamento tradicionais. Por exemplo, genes produtores de insulina humana podem ser transfectados em bactérias Escherichia coli. Essa bactéria passa a produzir grandes quantidades de insulina humana que pode ser utilizada com fins medicinais.
A alteração genética é feita para tornar plantas e animais mais resistentes e, com isso, aumentar a produtividade de plantações e criações. A utilização das técnicas transgênicas permite a alteração da bioquímica e do próprio balanço hormonal do organismo transgênico. Hoje muitos criadores de animais, por exemplo, dispõe de raças maiores e mais resistentes à doenças graças a essas técnicas.
Os transgênicos já são utilizados inclusive no Brasil. Mas ainda não existem pesquisas apropriadas para avaliar as consequências de sua utilização para a saúde humana e para o meio ambiente.

Pesquisas recentes na Inglaterra revelaram aumento de alergias com o consumo de soja transgênica. Acredita-se que os transgênicos podem diminuir ou anular o efeito dos antibióticos no organismo, impedindo assim o tratamento e agravando as doenças infecciosas. Alergias alimentares também podem acontecer, pois o organismo pode reagir da mesma forma que diante de uma toxina. Outros efeitos, desconhecidos, a longo prazo poderão ocorrer, inclusive o cancro.